MVP (Mínimo Produto Viável) – Por que ele é útil para a sua startup?

Abrir um negócio parece ser algo arriscado. É comum que muitas dúvidas surjam nesse momento: Será que o meu produto dará certo? Será que terá público? Será que haverá vendas? Por isso, é recomendável que empresas iniciantes, como uma startup, trabalhem com o mínimo produto viável, ou MVP.

O MVP é, como o próprio nome sugere, o produto que a empresa colocará no mercado em uma versão simples, ou seja, com as principais características e o mínimo para que ele possa ser comercializado (ideia central do produto e o mínimo necessário para o lançamento).

Trabalhar com o mínimo produto viável é fazer uma espécie de teste quantitativo com o produto que será ofertado pela startup. Entre outras palavras, o empreendedor tem a chance de fazer testes com o produto e o mercado. Sendo assim, é possível solucionar as dúvidas do início. E também evitar o lançamento de um produto que não será comercializado.

Rapidez para vender

A recomendação é que uma startup coloque um produto no mercado em menos de um mês (aproximadamente três semanas). Afinal, elaborar um produto totalmente ideal para o mercado demanda muito tempo, e será um grande desperdício de investimento se a ideia não for boa.

Com essa agilidade para vender, trabalhando com o mínimo produto viável, é possível ir percebendo, aos poucos, se o produto é realmente bom para o público. E consequentemente fazer as alterações necessárias, tanto no produto em si, quanto na oferta (preço).

Vale destacar que o MPV não é apenas um protótipo do produto, nem uma redução das funcionalidades para gerar algo mais barato. O MPV deve ter foco em testes de mercado. Portanto, o produto deve ser comparável e ser validado no mercado.

O produto ideal

A busca pela perfeição do produto é sempre muito longa. O perfeccionismo aplicado em uma startup pode gerar muitos benefícios, com a produção de um produto realmente eficaz e com destaque no mercado.

Mas afinal, adianta ter um produto perfeito se não há público? Se não há vendas? Se não há pessoas ou empresas interessadas em comprar aquele produto?

Esses são questionamentos comuns quando o assunto é o mínimo produto viável. Por isso, muitos especialistas recomendam que as vendas devem acontecer desde o primeiro dia da empresa.

Por isso, em muitos casos, ao inverter o processo comum de vendas (planejamento, produção, vendas, análises), a startup estará ganhando dados e informações suficientes para ter mais espaço no mercado. O MPV tem o poder de investigar o público consumidor e gerar relatórios assertivos para que o produto seja melhorado.

Traçar metas é fundamental

A startup deve colocar metas para analisar os resultados MPV. Esses prazos irão variar de acordo com o mínimo produto viável e o processo de produção ou criação.

Para isso, é importante criar estratégias para atingir os objetivos esperados. Como desenvolver a divulgação, colocar metas diárias, semanais e mensais para números de vendas, número de usuários, número de tráfego em uma página de vendas, etc.

Cortar excessos

Cortar excessos pode ser dolorido, principalmente quando a ideia do produto já está totalmente formulada. Mas é fundamental para a aplicação do MPV. Afinal, o mínimo produto viável deve possuir apenas os fatores essenciais e básicos para ser validado no mercado.

Por isso, as ideias de equipe e das reuniões de brainstorm devem ser arquivadas e usadas futuramente. A equipe deve focar em perceber quais são os elementos fundamentais para que a ideia central do produto seja transmitida ao consumidor, gerando vendas.

Uma dica é fazer uma lista hierárquica da importância e usabilidade de cada função do produto. Por exemplo, se for um aplicativo para smartphone, é possível entender quais são as funcionalidades que serão mais usadas e requisitadas pelo usuário.

Conhecer o público: agora ou depois?

É um grande erro acreditar que o público será compreendido e categorizado apenas depois da validação do MPV. O mínimo produto viável irá ajudar a startup a entender o público e traçar a persona. Porém, esse público já deve ser traçado com antecedência.

Portanto, é muito importante que a startup crie perfis de consumidores, por meio de pesquisas de público e observação. Além dos dados demográficos (gênero, idade, localização, profissão e escolaridade), é importante conhecer o público mais profundamente.

A sugestão é entender a dor do público (aquele problema que será solucionado com o produto). Além disso, entender os sonhos, medos e desejos do público, para uma melhor compreensão.

Como fazer um MPV em três passos?

Primeiro passo:

O primeiro passo para fazer um mínimo produto viável é saber exatamente qual o problema do público que ele solucionará. Para isso, portanto, é fundamental ter conhecimento sobre a persona.

Segundo passo:

Depois disso, a startup deve entender quais são os elementos básicos para uma versão simples, porém que corresponda à expectativa do mercado. Essa é a parte em que a exclusão de funcionalidades é essencial.

Terceiro passo:

Após isso, a startup deve colocar o MPV no mercado. Apenas depois da validação (primeira venda), o primeiro objeto do MPV estará conquistado: verificar se há, realmente, demanda no mercado.

O que são earlyadopters?

Ao colocar o MPV no mercado, é fundamental encontrar pessoas que estão interessadas em comprar aquele produto. Essas pessoas são classificadas pelo termo earlyadopters.

Esse grupo de consumidores deve devolver à startup um feedback sobre o produto. A partir dessas informações, a empresa conseguirá entender se o planejamento e as expectativas estavam corretos. Ou seja, validar as ideias e o produto em si.

Dessa maneira, a empresa conseguirá gerar melhorias para o produto. Devolvendo ao mercado, uma versão mais completa e otimizada, atendendo à expectativa do consumidor. Afinal, é comum que uma primeira versão apresente erros, defeitos e imperfeições.

O MPV, portanto, não deve ser aberto ao público em geral. Ele deve estar disponível apenas para alguns usuários. Mas essa não é uma regra, e irá depender da escolha da startup.

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Roberto Calderon
Mentor de e-commerces e startups, professor e palestrante, presidente do comitê de e-commerce, especialista em estruturação, validação e investimentos em negócios digitais.

Responsável pelos conteúdos e curadoria do Guia de e-commerce 2017, criador do Guia de Investimentos para abrir um e-commerce e fundador do E-commerce CAMP.


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