Primeiro olho biônico do mundo poderá em breve estar disponível para venda nos EUA

Para pacientes com retinite pigmentosa, o diagnóstico costumava significar o fim da linha para uma boa visão. Com a doença, os fotorreceptores no olho não funcionam corretamente, o que torna muito difícil, se não impossível, ver. Mas, graças à nova tecnologia desenvolvida pela Second Sight Medical Products, os pacientes podem tirar proveito do Argus II, um olho biônico que ignora as hastes danificadas e cones da retina completamente. Uma câmera em miniatura alojada num par de óculos capta uma cena e o vídeo é enviado a um computador usado pelo paciente. Este computador processa os dados e os envia de volta através de um cabo. Estas instruções são transmitidas sem fio a uma antena no implante Argus localizado no olho. Sinais através do implante são enviados para uma matriz de 60 eletrodos, que emitem pequenos pulsos elétricos, que são destinados a estimular as células saudáveis restantes da retina ​​e enviar informações para o cérebro através do nervo ótico.

O Argus II já recebeu a aprovação dos reguladores europeus e a Food and Drug Administration EUA deve dar sua aprovação para o dispositivo em breve. Trinta pessoas com idades entre 28-77 participoaram de um teste com o Argus II, todos completamente cegos. Os resultados variaram de paciente para paciente, desde pequenos benefícios até conseguirem ler as manchetes dos jornais ou ver em cores. A tecnologia já está disponível na Europa por € 73.000 e deve ficar mais cara depois que chegar aos EUA.

O Argus II foi aprovado pelo National Eye Institute, entre vários outros projetos em todo o país que trabalham com um olho biônico. Notavelmente, os cientistas da Universidade de Stanford têm um sistema que usa 5.000 células fotovoltaicas em vez de eletrodos para converter a luz em impulsos elétricos. A tecnologia, até agora, só foi testada em ratos, mas os cientistas na França podem começar os testes clínicos este ano.