ONU diz que poluição do ar mata mais pessoas do que a AIDS e a malária juntas

A ONU delineou recentemente as suas metas de desenvolvimento para 2030 em uma conferência em Oslo, onde o Direcor-Geral da Organização de Desenvolvimento Industrial da ONU, Kandeh Yumkella, afirmou que a poluição do ar é um assassino maior que a AIDS e a malária juntas. Ele chegou a dizer que a transição para fontes de energia mais limpas poderia reduzir este número de mortes em 50% até 2030.

Em seu discurso, Yumkella disse que as vítimas da poluição do ar sofrem mais com a poluição interior, causada por fogos de madeira e fogões primitivos nos países em desenvolvimento e o problema afeta principalmente mulheres e crianças. No entanto, ele acrescentou que os investimentos em energia solar, eólica ou hidrelétrica nesses países poderia reduzir pela metade estas mortes prematuras. Os surpreendentes resultados vieram de um estudo de 2012 da Organização Mundial da Saúde (OMS), que revelou que 3,5 milhões de pessoas morrem a cada ano a partir da poluição do ar interior, enquanto 3,3 milhões morreram pela poluição do ar.

Em entrevista à Reuters, Maria Neira, diretora de Saúde Pública e Ambiente da OMS, disse: “O problema foi subestimado no passado”, ao destacar as crises atuais em Pequim e na cidade do México. Ela acrescentou que os números refletem melhor as medidas e mudanças de métodos, tais como, incluir problemas cardíacos ligados aos poluentes. “Ainda assim, isso significa que mais de 6 milhões de mortes por ano são causadas pela poluição do ar”, disse ela. “A coisa mais horrível é que isso será crescente”, por causa do uso crescente de combustíveis fósseis.

Em comparação com as seis milhões de mortes causadas pela poluição do ar, em 2011, havia cerca de 1,7 milhões de mortes relacionadas com a AIDS e 660.000 mortes de malária em 2010.