MIT desenvolve turbinas eólicas flutuantes que produzem energia mesmo quando não há vento

Os críticos da energia eólica vivem com a mesma velha reclamação: o que acontece quando não há vento? Um novo projeto de pesquisadores do MIT poderia finalmente oferecer uma solução para este enigma da energia renovável. Os engenheiros conceberam uma turbina eólica que fica ancorada nomar por esferas ocas de concreto, que também poderiam transformar água do mar em eletricidade. A turbina permite armazenar o excesso de energia por um tempo quando não há vento.

O projeto iria usar esferas de concreto maciço (algo com o diâmetro da cúpula sobre o edifício do Capitólio, nos EUA) para ancorar turbinas eólicas flutuantes no oceano. Quando há vento e as turbinas produzem mais energia do que o necessário, uma parte dessa energia pode ser desviada para uma bomba que iria remover a água da esfera oca. Então, se chega um momento quando a energia produzida pelas turbinas é insuficiente, a água poderia fluir de volta para a esfera através de uma turbina ligada a um gerador e a eletricidade resultante seria enviada de volta à costa.

“Uma esfera de 25 metros a 400 metros de profundidade pode armazenar até 6 megawatt-hora de energia, calcularam os pesquisadores do MIT, o que significa que 1.000 dessas esferas poderiam fornecer tanta energia por várias horas quanto uma usina nuclear – o suficiente para torná-las uma fonte de energia confiável”, relatou David Chandler.

De acordo com os pesquisadores, o desafio é encontrar a espessura ideal da parede de concreto para suportar a pressão hidrostática, além de proporcionar também a massa de lastro suficiente – o que irá depender da intensidade do concreto utilizado. O concreto pode incorporar quantidades significativas de cinzas de usinas movidas a carvão e as esferas poderiam funcionar como recifes de corais artificiais.