Impressoras 3D poderiam alimentar astronautas no espaço algum dia

Como em uma cena de Star Trek, imagine um dia poder criar uma refeição inteira com o toque de um botão. Para os astronautas que irão a Marte, impressoras 3D poderiam potencialmente ser seus chefs mecânicos, graças à pioneira tecnologia desenvolvida por cientistas como a equipe Fab@Home Student Project Team da Universidade de Cornell. Eles desenvolveram substâncias chamadas hidrocolóides, que podem ser alteradas com agentes aromatizantes para produzir sabores e texturas diferentes quando impressas.

Além de quebrar o monótono fluxo de alimentos pré-embalados, as impressoras 3D também têm o potencial para misturar os nutrientes vitais e aminoácidos que podem aumentar a produtividade. A NASA afirma que alguns dos melhores alimentos que podem ser cultivados fora da órbita da Terra são alface, cenouras e tomates. Estes vegetais podem precisar ser turbinados com mais suplementos de proteína densas e uma máquina de impressão poderia realizar a tarefa sem ocupar tanto espaço.

A impressão 3D de alimentos ainda tem algumas limitações e alguns itens são mais fáceis de fabricar do que frutas, verduras e carnes. Criar uma grande variedade de alimentos a partir de uma máquina exigiria o estabelecimento de um certo número de materiais de uma só vez a diferentes temperaturas em uma gama de ingredientes. Mesmo assim, a equipe de Cornell já foi bem-sucedida na impressão de bananas falsas, mussarela e cogumelos, com textura e sabor exatos.

Michelle Terfansky, uma engenheira que estudou o mundo dos alimentos impressos em 3D para uso no espaço para sua tese de mestrado na Universidade do Sul da Califórnia sugere que os pesquisadores se concentrem primeiro no gosto e mais tarde a estética. Ela acredita que, dentro de cinco a dez anos, poderemos ver uma máquina capaz de criar itens que tenhama aparência e o gosto que se espera. O chefe da equipe, Jeffrey Lipton, vê a capacidade de construir batatas ou bifes a partir do zero como uma possibilidade dentro de 15-20 anos.