Empresa de biotecnologia holandesa desenvolve pneus de carro a partir de flores híbridas

Você pode vê-los em seu jardim e logo o dente de leão também poderá estar estacionado em sua garagem. A empresa holandesa de biotecnologia Keygene tem planos de usar o látex encontrado nas raízes de dente de leão para criar um novo material destinado à produção de pneus. Com a demanda global por borracha prevista para superar a oferta atual em 20 por cento em 2020, a flor comum pode se tornar uma alternativa renovável no valor de quase US $ 100 bilhões por ano.

Devido às raízes do dente de leão serem pequenas demais para serem viáveis para a produção comercial, a empresa planeja desenvolver uma nova variedade de flor usando tecnologias de remapeamento genético. Do cruzamento do dente de leão russo e o comum, eles esperam aumentar a raiz e os seus níveis de látex. O processo envolve analisar diferentes espécimes num ambiente de estufa, à procura de mutações e, em seguida, isolar o material genético que melhora o rendimento e a tolerância ao stress ambiental e doenças. Eles não introduzem genes estranhos a partir de outras espécies para a cultura, preferem utilizar o processo natural da evolução, mas em um tempo mais curto.

“Muitos dos produtores na Europa querem culturas geneticamente melhoradas, mas não transgênicos. Então, para eles, podemos fornecer uma alternativa. Temos desenvolvido uma série de tecnologias que nos permitem muito rapidamente melhorar geneticamente plantas de uma forma muito natural, sem cruzar as barreiras das espécies, mas ainda alcançar as melhorias de produtividade ou na resistência”, disse o CEO da Keygene, Arjen Van Tunen.

O fabricante internacional de pneus Apollo Vredestein se juntou à Keygene em um esforço colaborativo para tirar proveito da flor. Um protótipo de pneu já foi produzido e a equipe estima que a comercialização poderia chegar ao mercado dentro de cinco anos.