Cientistas trazem espécie de volta à vida 30 anos após sua extinsão

Cientistas conseguiram reviver um dos anfíbios mais interessante que o mundo já viu. Ao usarem DNA preservado, pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Austrália, ressuscitaram o sapo da espécie Rheobatrachus silus. O sapo era nativo em pequenas porções de Queensland e acabou extinto por perda de habitat, parasitas, fungos e ervas daninhas invasoras. Através de métodos de clonagem, o animal, que pode incubar os ovos em seu estômago e dar à luz através de sua boca, logo poderám estar de volta ao mundo.

Através do “Lazarus Project”, os cientistas da Universidade de Newcastle efetivamente trouxeram de volta o sapo extinto. Um processo chamado transferência nuclear de células somáticas (SCNT) foi aplicado a um lote de ovos que tinha sido mantido num congelador durante os últimos 40 anos. Biólogos conseguiram trocar os núcleos dos ovos. Alguns destes ovos resultantes começaram a separar-se espontaneamente,na fase embrionária. Embora nenhum dos embriões tenha sobrevivido após alguns dias, os testes genéticos confirmaram que as pequenas bolas de vida estavam, de fato, repletas de material genético a partir das espécies extintas.

Os resultados do Lazarus Project ainda serão publicados, mas o Dr. Mike Archer, da Universidade de New South Wales, em Sydney, falou sobre seu trabalho no evento TEDx DeExtinction, em Washington DC, hospedado pela Fundação Long Now e a National Geographic Society. Embora existam alguns que vejam esse desenvolvimento como um marco para a preservação, outros debatem as implicações éticas de “brincar de Deus” com o destino dos organismos da Terra. Com o avanço da tecnologia, outras espécies, como o mamute lanoso ou tigre da Tasmânia, podem ser os próximos na lista para uma segunda chance de vida.