Cientistas imprimem com sucesso esqueleto de um animal vivo em 3D

A impressão 3D já é capaz de fabricar um bico de uma águia careca ferida e uma prótese humana de três quartos de um crânio. Agora, cientistas da Universidade de Notre Dame recriaram com sucesso um esqueleto inteiro de um animal vivo. Ao tomar uma tomografia computadorizada de um rato anestesiado, eles foram capazes de enviar os dados para uma impressora 3D e criar uma réplica exata da anatomia do animal. Muito mais barata para comprar do que um esqueleto real e de alta precisão em seus detalhes, a tecnologia tem aplicações em medicina veterinária e humana.

A idéia de imprimir todo um sistema esquelético veio de Evan Doney, um engenheiro que trabalhava no laboratório de imagiologia biológica de Mateus Leevy na Universidade de Notre Dame. Depois de ter uma conversa com um cirurgião de ouvido, nariz e garganta, ele começou a ver as possibilidades da tecnologia de impressão em 3D para as ciências médicas. Com o uso de vários programas freeware para converter a informação da tomografia para utilização numa impressora, Doney e seus colegas recriaram um esqueleto de rato vivo em plástico ou acrílico, com um conjunto removível dos pulmões, bem como um crânio de coelho. Os programas permitiram que removessem materiais, reparassem quebras e limpassem a imagem antes de imprimir. A equipe conseguiu tirar proveito de uma MakerBot, impressora Shapeways e uma HD Projet 3000 para montar os corpos. Os modelos podem ser impressos em escala ou aumentados em seus tamanhos.

Como o avanço de técnicas, métodos semelhantes podem ser usados ​​para copiar anatomias de pacientes específicos”, o que serviria para preparar os cirurgiões para operações complicadas. Os modelos também são muito mais baratos que os materiais de ensino humanos, que podem custar milhares de dólares. Logo, a cirurgia pode ser feita sob medida para cada indivíduo, o que permitiria a prática e redução de erros.