Cientistas desenvolvem microchips que se reparam sozinhos para computadores e smartphones

Uma equipe de engenheiros do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) desenvolveu uma forma de criar chips de computador que podem se reparar. Os novos chips podem supostamente corrigir problemas que vão de energia da bateria abaixo do ideal a falha total de transistor em microssegundos. Esses chips integrados podem soar como coisa de ficção científica, mas se a pesquisa da equipe for bem sucedida, eles poderiam transformar a indústria de eletrônicos.

Os novos chips foram criados no laboratório de circuitos integrados de alta velocidade na Divisão de Engenharia e Ciências Aplicadas da Caltech. Lá, a equipe demonstrou a capacidade dos chips através de amplificadores de potência minúsculos. Estes novos chips são tão pequenos que 76 deles podem caber em uma moeda de um centavo. A equipe testou sua capacidade de auto-cura, ao destruir várias partes com um laser – os chips desenvolveram uma alternativa de funcionamento em menos de um segundo.

“Foi incrível da primeira vez que o sistema funcionou e curou-se. Parecia que testemunhávamos o próximo passo na evolução dos circuitos integrados “, disse Ali Hajimiri, Professor de Engenharia Elétrica de Thomas G. Myers, da Caltech. “Nós literalmente destruímos metade do amplificador e vaporizamos muitos de seus componentes, como transistores, e ele foi capaz de se recuperar a quase seu desempenho ideal.”

A equipe publicou sua pesquisa na edição de março da IEEE Transactions on Microwave Theory and Techniques, onde se observou que nenhuma única falha (até agora) tornou um chip de circuito integrado completamente inútil. A equipe da Caltech modelou seus chips no sistema imunológico humano e eles são projetados para responder a uma série de problemas, a fim de manter o sistema principal em funcionamento de forma otimizada.

“Trazer esse tipo de sistema imunológico eletrônico para os circuitos integrados abre um mundo de possibilidades”, diz Hajimiri. “É realmente uma mudança na forma de ver circuitos e sua capacidade de operar independentemente. Eles agora podem diagnosticar e corrigir seus próprios problemas, sem qualquer intervenção humana, o que os deixa a um passo dos circuitos indestrutíveis.”