Cientistas desenvolvem abelhas robô para polinizar as flores

Populações de abelhas ao redor do mundo estão em declínio devido a causas que vão de “super ácaros” até o Distúrbio de Desordem de Colônia e até mesmo telefones celulares – e se os insetos desaparecerem completamente, ecossistemas do planeta estariam em perigo. A questão se tornou tão terrível que uma equipe de cientistas de Harvard e da Northeastern University tem trabalhado em um enxame de robôs em miniatura, que poderia polinizar as flores e fazer o trabalho de abelhas reais se necessário.

Os líderes da equipe, em uma entrevista, disseram: “Em 2009, nós começamos a considerar seriamente o que seria necessário para criar uma colônia de abelhas robóticas. Nós nos perguntamos se as abelhas mecânicas poderiam replicar não apenas o comportamento de um indivíduo, mas o comportamento único que emerge de interações entre milhares de abelhas. Agora criamos as primeiras RoboBees – abelhas-robôs voadoras e temos trabalhado em métodos para fazer milhares delas cooperarem como uma colméia de verdade.”

O esquema de biomímica, também conhecido como o Projeto de Micro Veículos Aéreos, visa impulsionar avanços em robótica em miniatura e no desenho de fontes compactas de energia de alta potência; estimular inovações em computação de baixa potência de ultra-eletrônicos e sensores inteligentes, e refinar algoritmos de coordenação para gerenciar múltiplas máquinas independentes.”

Isso significa que, através da coordenação de um grande número de pequenos robôs ágeis para imitar a robustez física e comportamental de grupos de insetos, o programa poderia dirigir um enxame de robôs para realizar tarefas de forma mais rápida, confiável e eficiente do que uma única unidade.

Não só eles poderiam ser usados ​​para polinizar as flores (em teoria), mas também podem ser utilizados para busca e salvamento em ambientes perigosos (como locais de desastres nucleares), mapeamento de tempo e clima e monitoramento de tráfego de alta resolução.