Pesquisadores desenvolvem vacina que não precisa de agulhas ou refrigeração

Os cientistas na universidade Kings College, de Londres, desenvolveram um pequeno disco, coberto com uma matriz de microagulhas indolores, feito de açúcar, que se dissolve ao entrar na pele. O disco é banhado com uma vacina seca, que é capaz de gerar a mesma resposta biológica de vacinas hipodérmicas. Financiada pela Fundação Bill e Melinda Gates, a nova tecnologia poderia efetivamente combater doenças como a malária, tuberculose e HIV em países em desenvolvimento.

Ao trabalharem em colaboração com a empresa dos EUA TheraJect, os cientistas da Kings College desenvolveram um molde de silicone com agulhas minúsculas feitas de açúcar. A equipe criou uma versão seca de um candidato a vacina par HIV com base em adenovírus em sacarose e utilizou-o para refinar o molde da matriz de microagulhas. Eles verificaram que a vacina permaneceu estável à temperatura ambiente.

A equipe foi capaz de identificar quais as células sobre a superfície da pele aceitam este tipo de vacina e disparam o sistema imunológico. Ela também descobriu a primeira evidência de um subconjunto de células dendríticas específicas que ativaram esta resposta. Quando comparada com a mesma dose de vacina tradicional líquida mantida a -80 graus Celsius, o resultado foi o mesmo, o que tornou o novo dispositivo uma alternativa atraente para áreas que não tenham acesso a refrigeração.

“Com este trabalho, abre-se a possibilidade de ser possível fornecer vacinas vivas num contexto global, sem a necessidade de refrigeração. Ele poderia potencialmente reduzir os custos de fabricação e transporte, melhorar a segurança (já que não haveria nenhuma perda de potência), e evita a necessidade de injeção por agulha hipodérmica, o que reduz o risco de transmissão de doenças pelo sangue a partir de agulhas e seringas contaminadas.” disse a Dr. Linda Klavinskis, do Departamento de Imunobiologia Peter Gorer, da Kings College.

Além de seu uso potencial em países do terceiro mundo, os pesquisadores apontam também futuras aplicações em vacinação infantil, doenças inflamatórias e diabetes. Logo, em vez de ter de se encolher e olhar para o outro lado de uma agulha hipodérmica gigante, será possível simplesmente colocar um curativo no braço e sair da clínica.

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